Bahia se firma como um dos pólos nacionais do Jiu Jitsu




Por: Miguel Brusell

Depois de obter sucesso pelo segundo ano consecutivo na organização Campeonato Panamericano de Jiu Jitsu Esportivo, a Bahia se firma como um dos pólos nacionais da arte marcial. Realizado pela Federação Baiana de Jiu Jitsu (FBJJ) em parceria com a Confederação Brasileira de Jiu Jitsu Esportivo (CBJJE), o Pan foi disputado no Clube do Sesc, em Piatã, na orla de Salvador.

Bastante satisfeito com o resultado do evento, o presidente da CBJJE, Moises Murrad comentou. “Este ano houve o crescimento no número de atletas e do público e o local foi ainda melhor do que no ano passado. De frente para o mar, com uma boa ventilação, a cara da Bahia, e o pessoal de fora gostou muito. No ano que vem realizaremos, de novo, o Pan aqui na Bahia”, revela.

“O evento aqui já está virando uma tradição. O pessoal fica o ano todo esperando. A Bahia é um estado central, o que facilita tanto a participação do pessoal do Sul como também do Nordeste que, este ano, veio em bom número prestigiar o Pan”, completou o dirigente.

Responsável pela organização, o Sensei Ricardo Carvalho também gostou muito do evento. “Tivemos alguns pequenos contra tempos naturais de um evento deste porte, mas o Pan foi um sucesso em todos os setores. Ano que vem vamos manter o Pan na Bahia e também vamos trabalhar para trazer o Mundial, o que é um desejo antigo do Jiu Jitsu baiano”, prometeu o Sensei.

O domingão dos faixas preta presenteou o bom público presente com algumas das melhores lutas do final de semana. Entre elas a final da categoria master no peso leve que teve o potiguar Glauke Silva como campeão. “Estava há três anos sem competir por falta de patrocínio, mas voltei neste evento e consegui o título. Na última hora quase desisti, mas tive um incentivo dos meus alunos que me motivou a vir competir e vencer”, revelou.

Outro atleta que vibrou bastante com a vitória foi o brasileense Bernardo Pitel na categoria Adulto, no peso pluma. “Tava com um peso muito grande nas costas porque, desde que cheguei à faixa preta em 2002, todos os anos conquistei algum titulo e este ano estava sem vencer nada. Na final, finalizei em três minutos, foi muito bom”, comentou o vencedor que também detém três título mundiais e quatro brasileiros.

Um dos baianos vencedores foi Luis Alberto, o Lula Molusco, atleta de Itabuna que venceu a categoria Master no peso médio. “Foi resultado de muita superação. Muita vontade. Ele tentou pegar minha perna duas vezes, senti dor, mas consegui fazer a passagem de guarda e esperar o tempo acabar”, comentou o vencedor.