Deputado Bruno Reis: governo Wagner não cumpre leis, a Fonte Nova vai custar R$ 2 bilhões
















Líder da bancada PRP/DEM, o deputado Bruno Reis disse na tarde desta terça-feira (31) que o governo da Bahia vai pagar cerca de R$ 2 bilhões pela construção da Arena Fone Nova _estádio que será utilizado na disputa da Copa de 2014. Depois de analisar alguns documentos, Bruno Reis afirmou que, após a construção do estádio, o governo vai pagar R$ 107 milhões por ano, durante 15 anos, ao consórcio formado pelas empreiteiras OAS/Odebrecht, responsável pelas obras.

“Sem colocar juros e correção, o governo vai pagar R$ 1,605 bilhão ao consórcio. Quando computarmos os juros durante os 15 anos, o custo final do estádio será de aproximadamente R$ 2 bilhões”, disse Bruno Reis. Segundo o parlamentar, o governo, que é avalista de um pedido de empréstimo de R$ 400 milhões junto ao BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), não tem justificativa para pagar quase R$ 2 bilhões pelo estádio. “Por que o governo não tomou o empréstimo e licitou a obra?”, indagou Reis.

O deputado disse, ainda, que o governo se recusa a entregar ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) o parecer técnico da construção da Fonte Nova. “O governador Jaques Wagner, que é um contumaz descumpridor de leis, tem a petulância de recorrer à Justiça para manter esta imoralidade. Na Bahia, o governo não cumpre leis”, disse o deputado.

Depois de criticar a postura do governador em relação à greve dos professores das quatro universidades estaduais do Estado, Bruno Reis lembrou que o governo, na semana passada, foi derrotado pelo Tribunal de Justiça por 27 a 1, na tentativa de manter o crédito consignado com exclusividade do Banco do Brasil. Por fim, Bruno Reis lembrou que a presidente Dilma Rousseff ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o governo da Bahia pela Lei 10.850, que disciplina a fiscalização, a arrecadação e o controle das receitas decorrentes da exploração de recursos hídricos e materiais em seu território. “A Lei é inconstitucional porque compete à União dispor sobre águas, energia, jazidas, minas e outros recursos naturais”, afirmou Bruno Reis.