Barreiras Bahia

Barreiras é um município brasileiro do estado da Bahia. Sendo o décimo segundo mais populoso deste Estado, com uma população de 137 428 habitantes, possuindo uma área de 7 895,241 km². A cidade é cortada pelo Rio Grande, principal afluente da margem esquerda do Rio São Francisco e é atravessada por 3 rodovias federais, situando-se na região oeste do estado.
A cidade é um importante polo agropecuário e o principal centro urbano, político, educacional, tecnológico, econômico, turístico, político e cultural da região oeste da Bahia.
Barreiras junto as suas cidades circunvizinhas compõe a maior região agrícola do nordeste, além da agricultura irrigada familiar presente no municipio, com destaque para a produção de frutas. Além dessas potencialidades, pode-se perceber também intensa atividade comercial abastecendo toda região num raio de 300 km. Hoje, por força de seu grande desempenho nos setores do comércio e da prestação de serviços, Barreiras ocupa a posição entre os maiores centros econômicos e populacional do estado e o principal da região nacionalmente conhecida pela força de seu agronegócio.[7].
Índice
[esconder]
• 1 História
o 1.1 Significado do nome
• 2 Demografia
• 3 Economia
o 3.1 Comércio e serviços
o 3.2 Agropecuária
o 3.3 Indústria e Agroindústria
• 4 Subdivisões
• 5 Infra-Estrutura
o 5.1 Transporte
o 5.2 Telecomunicações e Mídia
o 5.3 Abastecimento de Água e Rede de Esgoto
o 5.4 Saúde
o 5.5 Educação
 5.5.1 Ensino Fundamental e Médio
 5.5.2 Ensino Superior
• 6 Geografia
o 6.1 Clima
o 6.2 Relevo
o 6.3 Solo
o 6.4 Vegetação
o 6.5 Hidrografia
• 7 Turismo
o 7.1 Turismo Belezas naturais
o 7.2 Locais históricos
• 8 Cultura, literatura e teatro
o 8.1 Artistas Plásticos
o 8.2 Música
o 8.3 Filarmônicas
o 8.4 Comidas típicas
o 8.5 Artesanato
• 9 Referências
• 10 Ligações externas

História
A presença do homem em Barreiras remonta à pré-história. Sítios arqueológicos, com material significante para o estudo da presença do homem, na região foram encontrados.Hoje, urnas funerárias com esqueletos, armas e objetos de pedra lascada e polida fazem parte do acervo em exposição no Museu Municipal. As pinturas rupestres deixadas nas paredes das grutas são outros vestígios legados por esses habitantes. São achados importantes, que deram início à pesquisa arqueológica na região.
A história das primeiras comunidades presentes no oeste da Bahia remonta à história do início da colonização do Brasil. O gado foi um fator importante para a penetração das primeiras populações naquelas regiões ainda inóspitas. Os grandes rebanhos iam avançando às terras inexploradas, banhadas por pequenos rios de águas claras.Com as conquistas de novas áreas para pastagem, os índios locais eram combatidos e, em muitos casos, havia um trabalho de catequização. Em certo momento, os desbravadores atingiram o entroncamento dos rios São Francisco e Grande, onde uma nova comunidade se assentou. Naquele local, atualmente encontra-se a cidade de Barra. A região viveu, durante muito tempo, na dependência econômica dos rios São Francisco, Grande e Preto, que também foram fundamentais para o povoamento. O rei de Portugal, no final do século XVII, ordenou que novos povoados fossem fundados nas bacias daqueles rios. A ordem foi apenas um complemento para um movimento que já estava se consolidando. Com o bom avanço comercial, barqueiros e aventureiros subiam o Rio Grande e exploravam áreas desabitadas, culminando na formação de novas comunidades. Com o aumento das navegações no Rio Grande dois pontos distintos surgiram. O primeiro tinha característica de desembarque de mercadorias, que eram deslocadas para Goiás e Piauí. O outro ponto localizava-se na parte inversa do rio e tinha função de escoar a produção local até as regiões exploradoras de ouro de Minas Gerais. Foi nesse local que uma comunidade começou a surgir e levou o nome de São João de Barreiras.
As terras do atual município de Barreiras faziam parte da imensa sesmaria de Antônio Guedes de Brito - o conde fundador do Morgado da Casa da Ponte. As que se prestavam à lavoura e criação foram vendidas no século XVII por descendentes seus a José Alves Martins, Domingos Afonso Serra e outros, ficando devolutas as chapadas das serras. O segundo deles, Domingos Afonso Serra, fez a Fazenda Tapera, onde criou gado. Após sua morte, a fazenda foi inventariada e vendida a diversos, quando se presume terem surgido as primeiras moradias. A região de São João de Barreiras viveu como um pequeno entreposto durante cerca de 150 anos. Em 1850, habitava uma casinha junto ao porto, em terreno da Fazenda Malhada, de propriedade do coronel José Joaquim de Almeida, o barqueiro Plácido Barbosa, tido como o pioneiro do município, que juntamente com seu patrão, Francisco José das Chagas, morador a meia légua dali, se ocupava de receber e descarregar as barcas chegadas, cujas mercadorias fazia seguir em tropas de animais para localidades vizinhas do estado de Goiás ou para fadas da Ribeira. A localidade começou a conhecer um desenvolvimento maior, com a passagem dos povoadores que buscavam atravessar os rios São Francisco e Grande para se dirigirem a Goiás. O desenvolvimento foi ainda mais estimulado a partir de 1880, quando um produto nativo, a borracha de mangabeira, começou a atrair a atenção econômica. A imigração de trabalhadores se tornou forte e o lugarejo começou a se transformar em uma cidade, com os rios recebendo um grande número de navios. A grande abundância, nas matas locais, da mangabeira, de cuja seiva se fazia a borracha, foi fator definitivo de crescimento e de uma nova atividade econômica, pela qual o acanhado povoado pôde progredir mais rapidamente e obter, logo no ano seguinte, 1881, a criação de sua freguesia. Passou a ser distrito de paz do município de Angical, em virtude de Lei municipal de 20 de fevereiro de 1891. Em seguida ganhou a categoria de vila, a que foi elevado pela Lei estadual nº 237, de 6 de abril de 1891, que também criou o município respectivo, com território desmembrado do de Angical. A vila e o Conselho Municipal começaram a funcionar em 26 de maio de 1891, enquanto o "Fórum", em agosto do mesmo ano. Assim, em 6 de abril de 1891, Barreiras deixou de ser apenas um pequeno vilarejo pertencente ao município de Angical e passou a ostentar o status de cidade. A emancipação do município se deu através da assinatura de uma lei, por parte do então governador baiano José Gonçalves da Silva. Sendo uma cidade, Barreiras deixou de ver parte de suas economias serem repassadas para Angical e também para Campo Largo, que durante muito tempo foi a principal cidade da região. Barreiras ao se emancipar de Angical, abrangia as áreas dos atuais municípios: São Desidério, Catolândia e Baianópolis e Luis Eduardo Magalhães. Com a diminuição da atividade econômica da borracha, o município de Barreiras entrou no século XX com um processo de ocupação lento e com um crescimento econômico diminuto. As principais receitas da cidade vinham da pecuária extensiva e da agricultura de subsistência. Com o aproveitamento dos rios para a obtenção de energia, Barreiras ganhou um novo impulso. A sede municipal adquiriu foros de cidade pela Lei estadual nº 449, de 19 de maio de 1902, investindo-se nessa categoria em 15 de novembro desse mesmo ano, quando já possuía mais de 630 casas e 2.500 habitantes.
Em 1908, um jornal semanal "Correio de Barreiras" era publicado e editado pela Tipografia Lima. No ano de 1918, Geraldo Rocha, inaugura o Cine Teatro Ideal, onde programas de auditórios e espetáculos musicais fizeram o maior sucesso, sob o comando do talentoso Mário Cardoso. Em 1928, foi construída no município a segunda hidroelétrica da Bahia, que fez com que indústrias se instalassem na região. Desse modo, em pouco tempo, a cidade que praticamente não crescia economicamente viu surgir frigoríficos, máquinas beneficiadoras de arroz e algodão, fábricas têxteis, curtumes e empresas especializadas na extração de borracha.Em 15 de março de 1943 começou a operar uma agência do Banco do Brasil, o primeiro banco da cidade. Os bons tempos econômicos de Barreiras duram até 1964. Neste ano, a hidrelétrica foi desativada, fazendo com que a economia do município mergulhasse no caos. Sem meios de transporte, já que os canais de navegação e o aeroporto também foram fechados, a cidade se transformou novamente em um local sem atrativos.
Essa situação durou quase dez anos e só começou a se modificar na década de 70, quando foi concluída a rodovia Salvador/Brasília (BR 242), e a implantação da agricultura em larga escala, obtida através da correção do solo até então pobre do cerrado baiano. Pouco depois, o município foi beneficiado com projetos de irrigação, patrocinados pelo Codevasf, que fez com que a cidade voltasse a se desenvolver.
No início do século XX o progresso chega a Barreiras e deixa marcas dessa época, nos imponentes casarões de arquitetura neoclássica. Verdadeiro monumento arquitetônico, que em parte sobrevive até hoje.[8]
Significado do nome
O porto de Barreiras era o último, no Rio Grande, pois 5 km acima haviam grandes barreiras de pedra, o que impossibilitava a navegação, por isso era chamada de “o Porto das Barreiras.Ao surgir como povoado, ao redor do seu porto, a atual cidade de Barreiras, recebeu o nome de São João, em homenagem ao seu padroeiro. No entanto, como o local já era chamado de Porto das Barreiras, por ser o último porto navegável do Rio Grande, o povoado passou a ser chamado de São João das Barreiras, até que por ocasião da sua emancipação política foi abreviado para Barreiras.Por isso, nossa cidade já recebeu os nome de São João, São João das Barreiras e finalmente, Barreiras.
Demografia


Praça Castro Alves.
Barreiras é o município mais habitado da região. O Município de Barreiras teve um aumento populacional nos períodos de 1970 a 2000, na ordem de 531%. Porém, esse crescimento foi diferenciado ao longo dessas três décadas. De acordo com a dinâmica da população de Barreiras, pode-se observar que a década de 1980 foi o período que recebeu o maior contingente populacional( De varias partes do país principalmente das regiões Sul,Sudeste), no qual sua população residente aumentou em 123%, passando de 41.454 para 92.640.Sua população estimada em 2010 era de 130.620 habitantes.[9]
Economia
Comércio e serviços


Centro de Barreiras.
Dados da Junta Comercial do Estado da Bahia – JUCEB, em 2001, indicavam que Barreiras contava com 6.159 estabelecimentos comerciais, dos quais 59,0% constitui-se de varejistas, 16,0% de comércio atacadista e 25,0% prestadores de serviços. Barreiras congrega um grande número de estabelecimentos comerciais e industriais. O comércio atende a toda a região em áreas como confecções, produtos farmacêuticos, gêneros alimentícios, revenda de máquinas e implementos agrícolas, concessionárias de veículos. A cidade é bem servida pelo sistema bancário, operando o Banco do Brasil com quatro agências, uma agência do BNB e uma da CAIXA, além de agências do HSBC, Bradesco e Itaú e Santander. Barreiras também abriga diretorias regionais da administração pública estadual, com área de atuação em todo oeste, bem como representação de diversos órgãos federais, entre os quais:
• 25ª Diretoria Regional de Saúde - 25ª DIRES;
• Diretoria Regional de Educação - DIREC 25;
• Inspetoria Fazendária de Barreiras;
• 10º Batalhão da Polícia Militar;
• Delegacia Regional da Polícia Civil;
• Escritório Regional do Centro de Recursos Ambientais da Bahia;
• Escritório de Apoio Técnico da CODEVASF - 2ª Superintendência Regional;
• 4º Batalhão de Engenharia e Construção do Exército;
• Escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA;
• Delagacia Regional da Receita Federal;
• Justiça Federal;
• Escritório da Polícia Federal.
Agropecuária
Com grande vocação para a agropecuária, Barreiras, acabou destacando-se como maior produtor de café e segundo maior produtor de soja, milho e algodão do Oeste do Estado. Os Principais produtos agrícolas do município constam da produção de grãos – soja e milho, café irrigado, algodão e da pecuária a exploração bovina. Na safra 2005/2006 o Oeste do Estado explorou e produziu o correspondente a 870 mil hectares e 1.983,6 mil toneladas.
• Soja - representa a cultura mais explorada em Barreiras e no Oeste, seguida do milho, do arroz e recentemente do café e algodão. A cultura da soja na região, que tem em Barreiras seu segundo município mais produtor (IBGE - safra 2004, participando com 23% do total da produção regional).
• Algodão - O algodão retorna a região Oeste em 1995, como o segundo maior produto da região, com o cultivo de uma área de 2,4 mil hectares, e após apenas 12 anos alcança 276,4 mil hectares e uma produção da ordem de 1007,3 toneladas de algodão em pluma, ambos na safra 2005/2006.
• Milho - terceiro produto da região tem o município de Barreiras também como segundo maior produtor (IBGE - safra 2004, com participação de 27% do total). O Oeste da Bahia cultivou e produziu, na safra 2006/2007, o correspondente a 166 mil hectares e 1.205,2 toneladas de milho,respectivamente. bastante oscilante, com área cultivada de 30 mil hectares e produção de 68,4 toneladas, respectivamente, na safra 2004/2005.
• Café - produzido na região Oeste é uma cultura altamente tecnificada, com elevados índices de produtividades, alcançando 60 sacos/hectare, que representa mais que o triplo da média brasileira que se situa entre 15 a 20 sacos/hectare. O Oeste conta com área total 11 mil hectares cultivada com o café em produção, resultando no volume de 28.434 toneladas (safra 2006/2007), e Barreiras como o município maior produtor (safra 2004).
• Feijão - A cultura do feijão ocupa apenas 0,22% da área produtiva regional, com 3,5 mil hectares cultivados e uma produção de 10,8 mil toneladas, na safra 2005/2006.
• Pecuária - Atividade mais tradicional, a pecuária em sua forma extensiva, vem ocupando por muito tempo, boa parte das terras do município. Com cerca de 1,7 milhão de cabeças, o rebanho bovino predomina, seguido pelo de caprino e ovino, com 450 mil cabeças.Sua pecuária bovina é forte,e conta com um moderno matadouro-frigorífico, com planta industrial de última geração, inclusive com inspeção federal (SIF), apto para exportação de seus produtos. Na pecuária a região conta com um rebanho bovino da ordem de 1,7 milhão de cabeças, seguido pelo de caprino e ovino, com 450 mil cabeças. Inicia o município um novo ciclo produtivo – o industrial e agroindustrial, ressaltando-se as agroindústrias do complexo soja – grãos óleo e farelo (há mais tempo instaladas por multinacionais), as beneficiadoras de arroz, o recente funcionamento do matadouro-frigorífico Fribarreiras, com inspeção sanitária federal, apto para exportações e a ampliação do matadouro frigorífico de aves, Frango de Ouro, inclusive com a implantação do sistema de integração do produtor.
Indústria e Agroindústria
É complexo e incerto o desenvolvimento dos setores industrial e agroindustrial no município, como de resto na Região Oeste. A indústria é incipiente, os parques industriais do município e da região vão registrando pequenas e médias indústrias de refrigerante, beneficiamento de mármore, sacos plásticos, velas, metalúrgicas e outras. O setor agroindustrial concentra-se no complexo soja – grãos, farelo e óleo, com uma planta industrial em Barreiras e outra em Luís Eduardo Magalhães, ambas multinacionais. O funcionamento recente de um frigorífico para abate de bovinos, caprinos e ovinos, no município, provavelmente iniciará o processo de verticalização da cadeia da carne. Tenta-se ampliar o abate de frangos do único frigorífico de aves da Região – Avícola Barreiras Ltda., adotando-se o sistema de integração e contando com a transferência de tecnologia da Embrapa Suínos e Aves. Algumas poucas beneficiadoras de arroz estão instaladas. A atividade é conduzida de uma forma carente de maior visão empresarial e tecnológica. Barreiras ainda conta com um Distrito Industrial integrado ao sistema estadual com aproximadamente sete indústrias e agroindústrias (com empresas voltadas para o mármore, refrigerantes, velas, sacos plásticos, metalúrgicas, e outras) instaladas e disponibilidade de lotes para futuros empreendimentos.[10]
Subdivisões


Bairro Morada Nobre.
• 001 - Vila dos Sás
• 002 - Barreiras 1
• 003 - Cascalheira
• 004 - Vila Rica
• 005 - Vila dos Funcionários
• 006 - Vila Amorim
• 007 - Santo Antônio
• 008 - São Pedro
• 009 - Carreteiro
• 010 -Casa Blanca • 011 - Vila Regina
• 012 - Nova Barreiras
• 013 - Morada Nobre
• 014 - Maria Percília
• 015 - Boa Vista
• 016 - Barreirinhas
• 017 - Ribeirão
• 018 - Boa Sorte
• 019 - Leopoldina Castro
• 020 - Serra do Mimo • 021 - Flamengo
• 022 - Vila Nova
• 023 - Rio Grande
• 024 - Parque Lacerda
• 025 - Santa Luzia
• 026 - São Miguel
• 027 - Vila Brasil
• 028 - Vila Dulce
• 029 - JK
• 030 - Centro • 031 - Sombra da Tarde
• 032 - São Sebastião
• 033 - São Paulo
• 034 - Antônio Geraldo
• 035 - Morada da Lua
• 036 - Aratu
• 037 - Renato Gonçalves
• 038 - Ana Amélia
• 039 - São Pedro
• 040 - Primavera • 041 - Jardim Imperial
• 042 - Sandra Regina
• 043 - Maria Lucia
• 044 - Santa Bela
• 045 - Jardim Ouro Branco
• 046 - Novo Horizonte
Infra-Estrutura
Transporte
• Rodoviário - Em Barreiras predomina o transporte rodoviário, quer para o escoamento da produção como para a movimentação de passageiros. É quantitativamente expressiva a malha rodoviária. Conta o município com as rodovias federais BR 242, BR 135 e BR 020 e da estadual BA 447.
• Aéreo - O município conta com Aeroporto de Barreiras com pista de 1.559 x 30 m para utilização de aeronaves de pequeno e médio porte.Serve o município as empresas aéreas Passaredo e Abaeté com vôos regulares diários, exceto domingo, Barreiras-Salvador, Barreiras-Brasília.
Telecomunicações e Mídia
Barreiras conta com um canal local de televisão, a TV Oeste, que é afiliada da Rede Globo de Televisão, e que transmite a programação nacional mesclada a telejornais com notícias locais e do estado da Bahia para toda a região; também conta com duas emissoras de rádio AM e duas emissoras FM, Uma sucursal de um jornal estadual e diversas publicações locais. Conta também com todas as empresas operadoras de telefonia móvel e Banda larga.
Abastecimento de Água e Rede de Esgoto
Barreiras é um município bem abastecido de água, sendo a Empresa Baiana de Água e Saneamento - EMBASA a responsável pelo sistema de abastecimento, registrando 28.002 domicílios particulares abastecidos, além de 2.446 ligações comerciais (até maio/2003).Em torno de 90% da população abastecida pelo fornecimento de água. Já a rede de esgoto da cidade é precária e só está disponível a 20% de toda população. Mas se encontra em andamento as obras de esgotamento sanitario que levará a 90% da população rede de esgoto.
Saúde
Barreiras é pólo regional de serviços de saúde, com o Hospital do Oeste, hospital regional que atende todo o oeste baiano e até pacientes de estados vizinhos. A cidade também dispõe de uma unidade do SAMU. A rede básica de saúde municipal composta por, Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Saúde da Família, Maternidade Municipal, Hospital Dia Municipal e Ambulatório, Hospital Geral Eurico Dutra, Centro de Referência DST/HIV,Centro de Atenção Psicossocial de Saúde - CAPS II, Centro de Referência do Trabalhador - CEREST, Vigilância Epidemiológica e Sanitária, Leonidia Ayres que atende especialidades e a demanda laboratorial, a Central de Abastecimento Farmacêutico- CAF e ainda a COPIM que é responsável pela distribuição de vacinas e soros em todas as unidades de saúde, como todo município interiorano busca atender a população com qualidade e agilidade,mas trata-se aqui de atenção básica e a atenção secundária e terciária fica por conta do Hospital do Oeste- HO, porém com as demandas de municípios vizinhos, perpetua um deficit na rede secundária de saúde, atualmente(2011) o município trabalha na construção do HEMOBA que será o Centro de Referência em transfusão e doação de sangue.
Educação
Ensino Fundamental e Médio
- Os alunos matriculados no município de Barreiras estão assim distribuídos (SEC – 2000):
• Pré-escola e alfabetização: 2.717 alunos, sendo 2.620 na zona urbana e 97 na rural;
• Fundamental: 36.340 alunos, sendo 27.518 na zona urbana e 8.822 na rural;
• Médio: 9.409 alunos somente na zona urbana.
O município conta com os seguintes estabelecimentos de ensino:
• Estabelecimentos de ensino pré-escola e alfabetização: 44, sendo 17 municipais e 27 particulares;
• Estabelecimentos de ensino fundamental: 162, sendo 122 municipais, 14 do Estado e 26 particulares;
• Estabelecimentos de ensino médio: 16, sendo 1 federal, 10 do Estado e 5 particulares;
Ensino Superior
O município dispõe de várias unidades de ensino superior dentre elas se destacam:
• Campus da Universidade Federal da Bahia - UFBA;
• Campus da Universidade Estadual da Bahia – UNEB;
• Campus do Instituto Federal da Bahia - IFBA ;
• Faculdade São Francisco de Barreiras – FASB;
• Instituto de Educação UNYAHNA – UNYAHNA
E várias outras. Estas universidades dispõe de uma extensa diversidade de cursos como: Direito, Psicologia,TI, Publicidade,Pedagogia, Agronomia, Administração, Educação física, Jornalismo, Enfermagem, Fisioterapia, Diversas Licenciaturas (Letras, Matemática, Física, Química, Biologia, Geografia, História) além de cursos técnológicos como Geologia, Engenharia Civil, Engenharia Sanitária e Ambiental, entre outros. No âmbito da educação, desenha-se para Barreiras, num futuro próximo, o “status” de Cidade Universitária, seja na ampliação das atuais unidades existentes, como na implantação de novas unidades educacionais de nível superior.
Geografia
Com uma área de 7.895,24 km², rica em belezas naturais, é contornada por serras e conta com grandes recursos hídricos.


Cais de Barreiras.
Clima
Tipo climático: sub-úmido e seco.
Temperatura anual: média 24.3º, máxima 42º, mínima 13.3º.
Pluviosidade anual: média 1018mm, máxima 1684; mínima 295mm.
Período chuvoso: novembro a abril Risco de seca: médio a baixo A luminosidade natural é abundante durante todo o ano.
Os ventos variam de fraco a moderado.
Relevo
Chapadão central, patamares do chapadão com altitude média de 435m acima do nível do mar.
Solo
Os solos apresentam textura média e arenosa, sendo o latossolo vermelho amarelo-célico o predominante.
Vegetação
A vegetação predominante é o cerrado arbórico aberto sem florestas de galeria. As florestas de galeria em menor escala se localizam no Vale do Rio Grande.
Hidrografia
O Município é rico em recursos hídricos. O Rio Grande, Rio de Ondas, o Rio de Janeiro e o Rio Branco são os principais, e formam a bacia do Rio Grande que banha a cidade, e é a maior bacia do lado esquerdo do Rio São Francisco. O Rio de janeiro é responsável pelos mais belos cartões postais de Barreiras a Cachoeira do Acaba Vida e do Redondo (15 metros).
Turismo
Barreiras é hoje uma cidade de porte médio com um centro comercial e de serviços em pleno desenvolvimento. Começa a despontar no cenário nacional como porta de entrada do mais novo polo de ecoturismo da Bahia, Caminhos do Oeste.
Turismo Belezas naturais
Cachoeiras do Acaba Vida
O Rio de Janeiro forma os mais belos cartões postais de Barreiras, as Cachoeiras do Acaba Vida e do Redondo. Saindo de Barreiras pela BR 020 são 90 km da sede do município até a Cachoeira do Acaba Vida, uma viagem onde se pode apreciar as belezas naturais do cerrado e da Bacia do Rio de Janeiro. A Cachoeira do Acaba Vida possui 36m de queda livre de exuberante beleza, emoldurada pela mata.


Cachoeira Acaba Vida, localizada no Rio de Janeiro.
Cachoeira do Redondo
Seguindo mais 20 km após a Cachoeira do Acaba Vida em estrada de terra margeando o Rio de Janeiro, chega-se a Cachoeira do Redondo, que tem uma queda d'água compacta formando enormes piscinas de águas cristalinas o que propicia um excelente banho.
Rio de ondas
O Rio de Ondas que é bastante conhecido pelas suas águas cristalinas também é bastante frequentado por moradores e turistas nos finais de semana da cidade. O Rio tem a calha coberta por pedras formando saltos e corredeiras espumantes e ondas que deram origem a seu nome, que propiciam uma diversão local. O "bóia cross" é uma deliciosa forma de descer o rio navegando em câmaras de ar, ou ainda se preferir em botes e caiaques.
Rio Grande
O Rio de Janeiro, o Rio Branco e o Rio de Ondas com seus afluentes formam a Bacia do Rio Grande que banha a cidade fazendo um trajeto em forma de ferradura, e é o maior e mais importante afluente do lado esquerdo do Rio São Francisco.
Serra da Bandeira
Uma boa opção de passeio é subir a Serra da Bandeira. No alto da serra, a 787m do nível do mar, de um lado fica o aeroporto, e do outro, existem diversos mirantes naturais com vista panorâmica de aproximadamente 280 graus para o vale onde fica a cidade. Lá é possível assistir um encantador por do sol ou percorrer trilhas por entre vegetação rasteira e formações rochosas. O local também é utilizado para a prática de esportes radicais.
Serra do Mimo
Do alto da Serra do Mimo também é possível se ter uma visão de toda a cidade. No alto da serra outra opção é caminhar em trilhas rústicas, entre uma verdadeira cidade de pedras que guarda surpresas e vestígios de uma civilização pré-histórica que está sendo estudada por arqueólogos.
Grutas e cavernas
Diversos sítios arqueológicos foram encontrados na região. Em grutas e cavernas a natureza preservou desde a pré-história, material significativo para o estudo da presença do homem na região. Nos anos 90 iniciou-se uma pesquisa arqueológica no município e cidades vizinhas com uma equipe de estudiosos coordenada pela professora Maria Beltrão, do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Urnas funerárias com esqueletos, armas e objetos de pedra lascada e polida, vasos de cerâmica são alguns dos achados que já foram estudados. A Gruta das Pedras Brilhantes e a Caverna do Paulista guardam inscrições e pinturas rupestres datadas de milhares e milhares de anos e são outros vestígios deixados por nossos ancestrais, que também já receberam a visita de outros pesquisadores.
Locais históricos
Arraial da Penha
A 15 km do centro da cidade o Povoado de Arraial da Penha, antigo vilarejo de Buracão, foi o primeiro núcleo urbano de Barreiras. Povoado simples e muito bem conservado, onde na tradicional pracinha fica a capela em homenagem a Nossa Senhora da Penha construída em 1841. O cenário em volta é o mais rural possível. Neste ambiente as mulheres fabricam doces e biscoitos típicos da região. Nos vales férteis os engenhos ainda movidos a tração animal, produzem a cachaça brejeira de forma rudimentar.
Cantinho do Senhor dos Aflitos
No Vale do Rio Branco a 20 km da cidade, encontra-se o Povoado do Cantinho que ficou conhecido por manter viva uma tradição de fé e religiosidade através da devoção ao Senhor dos Aflitos, onde todos os anos no dia 2 de julho acontece uma grande romaria. Durante todo o dia muita animação nas barracas e no final da tarde missa e procissão .
Centro Histórico
No Centro Histórico estão concentradas as ruas e praças mais antigas da cidade e onde ainda podemos apreciar os casarios construídos no final do século XIX e no começo do século XX.
Praça Duque de Caxias
Localizada na Rua Rui Barbosa, Centro Histórico, é a praça mais antiga de Barreiras com o tradicional coreto. Na praça está localizado o prédio onde funcionou o Paço Municipal.
Paço Municipal
Construído no final do século XIX pelo Cel. Francisco Rocha, neste prédio foi instalada a Intendência Municipal, ainda na época do Brasil Colônia, onde por muitos anos funcionou a Prefeitura de Barreiras. O Paço Municipal está localizado na Rua Rui Barbosa, Centro Histórico.
Catedral São João Batista
Construída em estilo mourisco (árabe) e inaugurada em 1925. Sofreu uma grande reforma e foi re-inaugurada em junho de 1997. A catedral está localizada na Praça São Batista, Rua 24 de Outubro no Centro Histórico.
Igreja de Santa Terezinha
Construída em 1881, em estilo neoclássico bem conservada, foi a primeira capela de Barreiras. A Igreja de Santa Terezinha está localizada na Praça Amphilóphio Lopes, Centro Histórico.
Mercado cultural Caparrosa
Prédio construído na década de 1950 para abrigar a feira municipal. Atualmente é um espaço turístico, onde são realizadas apresentações culturais e exposições de artesanatos. O Mercado Caparrosa está situado na Praça Landulfo Alves, Centro Histórico.
Colégio Costa Borges
Prédio ainda em bom estado de conservação, inaugurado em 1927, para funcionar o primeiro Grupo Escolar de Barreiras, na gestão do prefeito Amphilóphio Lopes, sendo sua primeira diretora a professora Guiomar Fábia da Rocha Porto. Endereço: Rua Profª Guiomar Porto - Centro Histórico
Usina Hidrelétrica
Prédio construído em 1928 por Dr. Geraldo Rocha, para abrigar as três turbinas que eram movidas por uma queda d'água artificial, foi a segunda hidrelétrica da Bahia. Endereço: Av. Sebastião Ferreira - Barreirinhas
Antigo Frigorífico Prédio construído na década de 1930 por Geraldo Rocha, durante algum tempo produziu e exportou charque e defumados marcando uma época de prosperidade. Endereço: Av. Eduardo Catalão - Barreirinhas
Casa da Sertaneja Casarão em estilo neoclássico datado de 1919 em bom estado de conservação. Construído por Dr. Geraldo Rocha para sediar a Cia. Sertaneja - Empresa Agropastoril S/A. Em pavilhões distintos funcionava a sede da companhia e o Cine Teatro Ideal, primeiro espaço cultural de Barreiras. Endereço: Av. Presidente Vargas 53 - Centro Histórico.
Cultura, literatura e teatro
Barreiras, tem grandes poetas e escritores com livros publicados. O pioneiro foi o escritor e poeta Alfredo Sampaio que estudou em Salvador, no início do século XX. Retornando a Barreiras, liderou a vida cultural como escritor, poeta e professor. Deixou uma vasta obra literária em que se destacam peças teatrais como: "Os Humildes", "As Três Irmãs", "O Silêncio é Ouro", que ele próprio ensaiava e encenava. Também produziu musicais e festivais onde apresentava muitos dos seus poemas musicados por seu irmão, o músico e compositor Antonio Sampaio. Oscar Sampaio, filho de Alfredo Sampaio, foi aluno do Colégio Padre Vieira, tornando-se depois um poeta com muitos livros publicados como "Fuga e Outros Poemas", "Transparência" e também organizou a coletânea "Eu e o Cantar de Minha Gente", onde reuniu poemas e textos de seus familiares. Joaquim Raulino Sampaio, João Domingos e por último Oscar Rodrigues, reviveram o teatro, a poesia e a música entre nós, orientando um ativo grupo de jovens.
Artistas Plásticos
Na pintura, destacou-se Edeltrudes Andrade, que além das telas e das pinturas em afresco que ornamentavam as paredes das residências e lojas foi também mestre e aqui deixou discípulos. No desenho e na fotografia destacou-se Napoleão de Mattos Macedo que deixou um verdadeiro documentário de fotos de Barreiras, além dos magníficos quadros de formandos.
Música
Na música, o maestro e compositor Antonio Sampaio, como professor e regente, incentivava nos jovens barreirenses, o gosto pela música ainda nas primeiras décadas do século XX. Sampaio é considerado o grande pioneiro da arte musical em Barreiras. Suas inúmeras composições eram tocadas nas noites barreirenses, com letras de seu irmão, Alfredo Sampaio. O Hino de São João Batista, padroeiro da cidade e o Hino do Colégio Padre Vieira têm letra e música dos dois irmãos. Antonio Sampaio é autor do livro didático "Notação Musical Brasileira" e foi professor de música durante muitos anos, deixando aqui muitos seguidores, dentre eles, D. Iazinha Pamplona, que também foi professora e fundou o conjunto musical "Acordes dos Bandolins", que durante muitos anos, abrilhantou as festas e demais solenidades em Barreiras. O internacionalmente conhecido Alcivando Luz, filho do Sr. Alcione e D. Vandinha Luz, é outro filho de Barreiras, que fez grande sucesso como músico e compositor, sendo um dos criadores da Bossa Nova.[carece de fontes?] Mário Cardoso, além de musicista criou o coral do Colégio Padre Vieira e desenvolveu trabalhos culturais de teatro e dança. Niedja Negrão (Nerinha), Amália Andrade, Adontino Lima, Cândido Azevedo, Antoninho Silva, Agostinho Rocha, são nomes de outros grandes músicos de Barreiras. Se por um lado Barreiras possui um lado musical ótimo por outro tem músicas que muitas vezes ridicularizam as mulheres. Carecendo de melhorar suas fontes musicais.
Filarmônicas
A existência de filarmônicas em Barreiras, segundo registros encontrados, data de 1902. Destacando-se as Filarmônicas "8 de Dezembro" e "24 de Junho". Esta tradição musical mantida através do tempo fez com que a Filarmônica "24 de Junho", composta por músicos de Barreiras e Angical sob a regência do maestro Dulvamerino Coité, o popular Mureco, que foi convidada para tocar na inauguração de Brasília. Atualmente a Banda "26 de Maio" anima os eventos culturais e solenidades da cidade e mantêm viva esta tradição musical.
Comidas típicas
Dos pratos típicos locais, três se destacam na preferência popular:
• galinha caipira com pirão de mulher parida (galinha caipira cozida com um tempero especial, do caldo se faz o pirão com farinha de mandioca);
• pirão de cabeça de surubim (cabeça do peixe cozida com tempero próprio, do caldo é feito o pirão com farinha de mandioca);
• rubacão (arroz e feijão cozidos juntos e refogados com carnes salgadas e todos os temperos).
• arroz de forno com feijão de gato (arroz feito no forno e feijão puro)
Artesanato
O barro, o couro, a cerâmica, a tecelagem, a palha, a pedra, a madeira, a pintura são alguns dos elementos hoje usados pelos artesões locais na fabricação de um grande número de peças decorativas, de uso pessoal ou até mesmo, instrumentos musicais. Dentre os elementos utilizados pelos artesões locais o destaque é para os trabalhos realizados com a palha do buriti, uma palmeira típica da região.