César Borges não se mostra empolgado com Ponte Salvador-Itaparica

A manhã do ministro dos Transportes, César Borges, foi agitada nesta segunda-feira (26). Em entrevista para duas rádios locais ele falou sobre a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), o momento político em que está e a burocracia que enfrenta para realizar os trabalhos no Ministério. Empolgado, ele contou sobre como conseguiu driblar os impasses da Fiol e garantiu que antes do encerramento do mandato de Dilma Rousseff (PT), pelo menos um trecho inicial de 500 km será realizado. “Até o ano que vem esperamos que o trecho entre Ilhéus e Caetité seja concluído. Estamos determinados e com muita vontade para que isso aconteça”, disse. Já sobre a ponte que ligará a Ilha de Itaparica a Salvador, a empolgação foi reduzida, mas ele ressaltou a importância econômica que a via traria para a Bahia e disse que o Ministério está acompanhando a discussão em torno do caso. “É complexo, demanda debate, muitos prós e contras ainda serão levantados... Mas do ponto de vista viário, se for colocada em pé, trará uma economia muito grande. O Estado será beneficiado e as pessoas farão uma economia de 80 km para quem vai a cidades como Jequié e Vitória da Conquista”, afirmou. Sobre as eleições de 2014, o ministro foi cauteloso. Preferiu não falar se é candidato ou não e diz que seguirá todas as decisões de seu partido, o PR. “Acho prematuro falar sobre isso agora. Sou dos que pedem para deixar esse assunto para o ano que vem. Porque se anteciparmos e tratarmos de política esse ano, vamos desviar as atenções para os trabalhos e as obras”, disse o ministro, que ‘emendou’ o assunto para falar sobre burocracia. “Muita gente cobra por logística, estradas, aeroportos, mas encontramos uma série de obstáculos. Alguns a própria população discute, por ser problemático. Às vezes temos problemas com o meio ambiente, patrimônio histórico, Funai, Controladorias... Temos muitas dificuldades a serem vencidas”, concluiu. Ainda assim, César Borges deixou claro que vontade de trabalhar não lhe falta. “Não existe essa história de candidato. O trabalho é árduo. Eu trabalho no ministério mais de 12h por dia e até almoço lá. Vim com reputação de pessoa séria e trabalhadora e vou continuar assim. É um desafio muito grande. Antes as questões eram estaduais, agora não. É transporte, rodovias e ferrovias em todo o país. A complexidade é muito maior. Mas vou continuar trabalhando”, assegura.