Talibã diz que solução só é possível com saída dos EUA do Afeganistão

Há uma semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o aumento de tropas americanas no Afeganistão, em um número que ainda não foi determinado e sem prazos fixos de retirada, com a intenção de colocar os talibãs contra a parede para forçá-los a aceitar negociações de paz.  No entanto, Haibatullah se mostrou convencido de que os talibãs logo conseguirão cumprir seu objetivo de instaurar no Afeganistão um "sistema islâmico próspero" e livre.  Quanto ao desenvolvimento do país, o mulá pediu a seus seguidores que não destruam, nem obstaculizem a construção de infraestruturas e pediu à população afegã que não espere a ajuda dos "estrangeiros" para reconstruir o Afeganistão.  "As ONGs que trabalham para a prosperidade das pessoas respeitando os princípios do Emirado Islâmico (talibã) estão convidadas a ajudar as pessoas nos setores da educação, da saúde, da agricultura e em outros campos sociais em áreas sob o controle do Emirado Islâmico", concluiu o líder talibã.  Segundo o relatório do inspetor especial dos EUA para o Afeganistão, divulgado este mês, a guerra no país está "estagnada" e os talibãs controlam e exercem influência em cerca de 40% do território.